segunda-feira, 28 de maio de 2012

O Saber Alheio

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No decurso de nossas vidas somos influenciados e influenciamos nosso meio. O saber é um dos maiores bens que conquistamos, ele é adquirido de forma contínua e ininterrupta. Se irá adquirir mais ou menos saber, entre outros motivos, está a abertura que se dá ao mesmo; é a consciência do “não estou pronto”, do entendimento de que minhas áreas de ignorância podem, sim, receber “luz” diante de seu conhecimento.

A Tecnologia da Informação é bem interessante, abre o mundo para todos nós. Dependendo que como a usemos, podemos aprender muito ou podemos nos tornar “mestres da superficialidade”.

É desastroso incorrer no ERRO do preparo instantâneo, nos tornando um tipo de sabe tudo, sabendo na verdade NADA. Fica muito fácil “pegar” O SABER ALHEIO e o colocar como minhas convicções, basta procurarmos BEMMM SUPERFICIALMENTE um texto achado na net, que olhando ligeiramente corrobore com o que acho certo. 
Não sou contra as pesquisas, leituras etc. etc. na net; sou contra a SUPERFICIALIDADE, afinal, para que PENSAR se alguém já pensou, né?? :) O SABER ALHEIO nos cerca diuturnamente, devemos buscar adquiri-lo de forma correta.

Podemos até ser superficiais em várias coisas, só devemos cuidar para que isto não tome um volume tal, que de voz nos transforme em simples eco.

Tony Sathler
Publicado originalmente em Papiro

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Flechas nas Mãos do Guerreiro*

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Hoje, cheguei à Igreja para o último culto e procurei meu filho para dar um abraço, ele já estava de saída. Logo o avistei numa rodinha de amigos, de costas para mim, conversando; então, resolvi brincar com um rapaz que estava ao seu lado:

– Será que esse moço bonito aí já tem namorada? Estou interessada nele, você acha que ele namoraria comigo?

Ele se assustou e pediu que eu perguntasse para ele. Me apresentei, rindo do seu embaraço, e quando ele soube que eu era mãe do rapaz, ficou encantado e me mostrou sua Bíblia.

– Olha, inclusive, essa Bíblia, foi ele quem me deu. Eu adoro ela, meu sonho era ter uma Bíblia assim! 

Logo compreendi do que se tratava. Aqui em casa todos tem bíblias, mas, na correria, acabam sempre apelando para mim:

– Mãe, tô de saída, me arruma uma Bíblia?

Eles sabem que tenho muitas. Um dia, meu filho queria uma boa Bíblia para estudar, e é claro que emprestei uma das melhores: Uma Bíblia de estudo da NVI, que custou muito caro. Após alguns dias, ele veio me pedir outra. Perguntei onde estava a que eu havia emprestado, e ele disse:

– Eu doei para um indigente.

Fiquei indignada.

– Como você pôde dar uma Bíblia tão cara, que eu gostava tanto para um indigente?
– Pois é mãe, ele respondeu chateado, eu doei e agora preciso de outra.

Então, emprestei outra, de estudo também, do C. C. Ryrie, mas já fui advertindo:

– Veja se você não doa essa pra ninguém! 


Hoje, quando o rapaz me mostrou sua Bíblia, eu corei ao constatar o tamanho da minha mesquinhez; ele não só ganhou a Bíblia, como também está frequentando a Igreja e é amigo de meu filho, que o tem acompanhado. Dei um abraço gostoso no meu filho e por um instante pensei:

– Não há nada, absolutamente nada na minha vida de que eu possa me orgulhar, sou uma grande pecadora e tenho consciência das minhas limitações; mas da graça de Jesus Cristo agindo na vida dos meus filhos... Ah, essa sim enche meu peito de alegria e me dá grandes motivos para me orgulhar!

"Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça". (João 15:16)


*(Salmo 127:4

Ira Borges

sábado, 19 de maio de 2012

Raiz de Amargura

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Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem. (Heb. 12:14-15)

O autor da carta aos Hebreus faz uma recomendação que a meu ver é uma das mais importantes e negligenciadas das escrituras e que, se fosse seguida, creio que evitaria muitos dos problemas de relacionamento que vemos hoje nas comunidades cristãs. Neste pequeno texto, o autor mostra que algo que começa no interior de uma pessoa e é capaz de se expandir até envolver e contaminar a muitos.

Como pode, algo ser tão poderoso assim? E por que um princípio tão importante do modo de vida cristão permanece tão negligenciado?

Raiz de amargura nos remete naturalmente à idéia de uma planta. Uma planta para se desenvolver precisa basicamente de duas coisas:

1.) Um solo onde se firmar

Uma raiz, ou uma semente, somente se fixa em um lugar favorável a isso. É preciso um local que acolha, que acomode adequadamente esta raiz, senão ela não tem como se fixar ali.

A raiz de amargura também precisa de um substrato, uma base para se fixar.
Essa base em geral é um sentimento que dá a oportunidade dessa raiz se estabelecer. A amargura, via de regra, tem origem em algo que dá razão para o amargurado sentir-se vítima de uma ofensa, ou mais precisamente, vítima de uma grande injustiça. Esta é a base onde a raiz de amargura se estabelece.

2.) Nutrientes que a alimentem

Como qualquer planta, a raiz de amargura precisa sempre ser alimentada e regada. O que alimenta a raiz de amargura é o remoer das lembranças, das imagens, das palavras, das sensações, das situações, que são avivadas para fortalecer o nosso sentimento de injustiça, para não deixar morrer a memória da ofensa sofrida.

Sem um desses dois elementos, se torna muito mais difícil sustentar uma raiz de amargura.

Na teoria é simples, porém na prática é bem difícil. Há um fator que tanto mais dificulta quanto maior for seu poder de afetar nossos sentimentos, que é o nosso senso de justiça. Em outras palavras, quanto mais nosso ressentimento tiver
– aos nossos olhos – uma boa razão para existir, tanto mais será difícil abrirmos mão dele. Em lugar disso, iremos acalentar nossas mágoas, fazendo com isso que a raiz se aprofunde, se fortaleça, e se torne cada vez mais difícil de ser arrancada.

Hamilton Furtado

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O Desamparo

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“E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”  (Mt. 27:46)
Em muitos momentos temos a plena convicção de que fomos desamparados. Nos momentos que passamos por aflições, por dificuldades, lutas, sentimos que fomos abandonados à deriva, parece que estamos sozinhos e sem Deus no mundo.

Jesus, sabedor que era de sua missão, de seu propósito; plenamente ciente de tudo o que passaria e VOLUNTARIAMENTE se entregando plenamente, cumpriu à risca todo o seu propósito.
Jesus foi desamparado? Sim, Ele foi.

O Calvário foi o ápice da redenção, foi o momento de maior importância para a história da humanidade.

Dois momentos podem ser chamados de Gênesis: A Criação e a Redenção.

O Calvário foi uma espécie de Big Bang, foi onde a vida dominada pela morte encontrou a verdadeira liberdade, onde o Caos deu origem à VIDA. Foi onde este versículo se revela DE FATO:
“A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.” (Sl. 85:10)

Jesus Cristo, o filho do homem foi desamparado? Sim ele foi, para que você pudesse encontrar o caminho de casa e em casa poder ouvir. Estes foram gerados em Mim e por MIM:
“Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.” (João19:34)
Em meio a aflições não desanime, ELE venceu o mundo e abriu a porta do VERDADEIRO e ÚNICO amparo. 

Tony Sathler

domingo, 13 de maio de 2012

O Nome da Felicidade

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Hoje eu acordei irremediavelmente feliz
Se eu pudesse dar um nome à felicidade
Ela se chamaria hoje
Hoje para mim, o dia tem a cor e a cara da felicidade, que quer rebentar o peito, e não me canso de agradecer
Me sinto feliz pela minha família nada perfeita
Feliz por meus filhos comigo
Feliz pelo meu marido, através de quem, Jesus tem realizado muitos dos sonhos que sonhei
Feliz pela chuva fria que traz aconchego
Feliz por não ter nada para ostentar a não ser a graça de Cristo
Feliz por ter sido escolhida, redimida e selada pelo Seu Santo Espírito
Feliz pela paz que excede todo entendimento e que tem andado de mãos dadas com a mania de ser feliz
Ah, como é bom ser feliz!
Feliz por tantos motivos e feliz por não ter motivos
Simplesmente por ter a marca de Cristo e por ser cuidada como filha de Deus
Feliz pelos poucos amigos, mas tão verdadeiros e queridos
Feliz por ter este lugar pra expressar o que vai dentro de mim
Feliz por ter mais um ano para caminhar com Cristo, para dEle beber e dEle aprender
Feliz por não ter que me preocupar com o amanhã, porque Ele vai comigo
Feliz por cada lágrima e por cada riso
Feliz pelos anos vividos e por chegar até aqui
Feliz pelo que plantei e por tudo que colhi
Ah, como sou feliz!
Quem pode definir felicidade?
Ela é um sentimento que independe das circunstâncias
É uma bem-aventurança que vem do alto para todo aquele que crê
É o abstrato que se concretiza, mas a gente não define
Pois só estando em Jesus é que provamos a intensidade de ser feliz!

Ira Borges

 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Quem é Jesus?

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Uma coisa que podemos dizer sem muito erro é que há dois "tipos de Jesus": o falso e o verdadeiro.

E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?
E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas.
Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?
E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
(Marcos cap. 8
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Vemos neste episódio Jesus arguindo seus discípulos sobre o que pensavam dele. Em cada resposta foi apresentado um perfil diferente de Jesus. E a resposta certa foi a de Simão Pedro, como vemos pela reação de Jesus, no verso seguinte:

E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. (Mateus 16.17)

O que podemos ver aí é que sobre Jesus há uma noção correta e muitas erradas. A correta é que ele é o Cristo, Filho do Deus vivo. As erradas são as que o limitam a um profeta, um vulto do passado, ou ainda incorporando mais alguns conceitos dos tempos atuais, um cara gente
fina, um bom moço, amigão da galera, um filósofo, um sábio, um guru ou qualquer outra coisa de acordo com a expectativa cultural, intelectual, religiosa ou de interesse particulares do observador.

 O Jesus dos homens, é aquele visto de longe, por quem não o conhece, mas faz pressuposições com base no que vê, no que acha que vê, no que gostaria de ver.

Daí é que surge o Jesus garoto-propaganda das mais difusas e confusas ideologias humanas. Todos querem ter Jesus endossando e trabalhando por seu produto: gays, filantropos, ecologistas, místicos, religiões todas elas.

O Jesus correto é conhecido daqueles que convivem com ele, que o seguem, que o têm como mestre e senhor. A estes, ele, o Jesus verdadeiro se revela. Como Cristo, Filho do Deus vivo.

E a estes, Jesus responde: "bem-aventurado". 


Hamilton Furtado

Razão para Crer

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Razão para Crer é um espaço criado por um grupo de amigos para compartilhar estudos e comentários, experiências e reflexões que possam trazer esclarecimentos e amplificar o conhecimento da mensagem bíblica,  demonstrando a viabilidade e a eficácia da aplicação prática no dia-a-dia, dos princípios que ela contém.